Sem bicicleta, na Europa

Estou morando em Portugal desde Fevereiro. De lá para cá usei poucas vezes uma bicicleta. Já são mais de 5 meses de abstinência. Ao longo deste período tive a oportunidade de visitar algumas cidades em Portugal, na Espanha, na Itália, na Alemanha e na Inglaterra. É impossível nomear todas as cidades em Portugal, mas na Itália foram Milão, Veneza e Roma, na Espanha foram Madri, Sevilha, Málaga e Santiago de Compostela, Berlim na Alemanha e Londres, na Inglaterra, uma velha conhecida minha.

Bicicletas próximas ao Duomo, em Milão.

Bicicletas próximas ao Duomo, em Milão.

De todas estas cidades, sem dúvida Berlim e Milão são as mais amigáveis para o ciclista. Grande parte do centro das duas cidades é cortado por ciclovias e, quando elas não estão presentes, o motorista respeita a bicicleta. Ela é realmente vista como uma alternativa de transporte. Em Berlim todos os hotéis possuem algumas para alugar (e não é caro!) e quase sempre é possível encontrar um paraciclo. Berlim foi o único lugar que realmente pedalei, pois era mais eficiente que andar ou usar transporte público.

Travessia em Sevilha.

Travessia em Sevilha.

Em todas as cidades da Espanha há muitos ciclistas. Eu nunca pedalei, mas a impressão que tive é que é seguro, principalmente em Sevilha, onde há bastantes ciclovias e em Santiago de Compostela, lugar onde grande parte dos peregrinos chegam depois de terem percorrido centenas de quilômetros.

Em Londres e Roma há também muita gente pedalando, apesar de serem capitais “agitadas”. Londres tem um clima desfavorável, mas mesmo assim muita gente vai ao trabalho de bicicleta. É fácil notar um grande fluxo em direção ao centro de manhã e deixando a “City” à tarde. Em Roma o motorista parece menos cuidadoso e não há tantas lugares específicos para bicicleta nas ruas. Apesar de ter visto esta ghost-bike, também não me pareceu um lugar para ter medo. É só preciso cuidado com as motos e com o piso.

Ghost-bike, em Roma, próxima ao Coliseu.

Ghost-bike, em Roma, próxima ao Coliseu.

Obviamente em Veneza eu não vi uma única bicicleta. Ou teriam que ser bicicletas anfíbias (um “pedalinho”, talvez!?), ou que subam degraus para atravessarem as infinitas pontes.

Veneza - Itália.

Veneza – Itália.

@renejrfernandes

 

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